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💔 Autoestima: não é sobre se amar mais, é sobre parar de se avaliar o tempo todo

  • Foto do escritor: Viviane Jacyntho
    Viviane Jacyntho
  • 6 de abr.
  • 1 min de leitura

A maioria das pessoas entende autoestima como “gostar de si mesmo”.Mas, na prática clínica, o problema raramente é esse.

O que vemos com muito mais frequência é um padrão de autoavaliação constante e rígida.

A pessoa não apenas se percebe, ela se julga o tempo todo.

Na TCC, isso está relacionado às chamadas crenças centrais, que são ideias profundas e generalizadas sobre si mesmo, como:

  • “sou inadequado”

  • “sou inferior”

  • “não sou digno de amor”


Essas crenças não aparecem de forma explícita o tempo todo, mas influenciam:

  • como a pessoa interpreta situações

  • o que ela presta atenção

  • como ela se comporta


Por exemplo:um elogio pode ser desconsiderado, enquanto uma crítica pequena é amplificada.


Além disso, muitos pacientes desenvolvem estratégias compensatórias, como:

  • perfeccionismo

  • necessidade de aprovação

  • evitação de exposição


Essas estratégias até funcionam momentaneamente, mas mantêm o problema porque reforçam a ideia de que “só sou válido quando…”.

Outro fator contemporâneo importante é o impacto das redes sociais, que intensificam comparação social e reforçam padrões irreais de valor.


O trabalho terapêutico não é simplesmente “pensar positivo”, mas:

  • identificar padrões automáticos de autocrítica

  • questionar a validade dessas crenças

  • construir uma autoavaliação mais flexível e contextual

  • desenvolver uma relação menos punitiva consigo mesmo


Em termos mais profundos:não é sobre se ver como extraordinário —é sobre deixar de se ver como insuficiente o tempo todo.

 
 
 

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