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🔥 Burnout: quando a exaustão deixa de ser física e passa a ser psicológica

  • Foto do escritor: Viviane Jacyntho
    Viviane Jacyntho
  • 6 de abr.
  • 1 min de leitura

O burnout não surge apenas pelo excesso de trabalho. Ele surge quando há um desequilíbrio prolongado entre esforço e recuperação, associado a padrões internos rígidos de funcionamento.

Muitas pessoas que desenvolvem burnout não são “fracas” — pelo contrário.São, frequentemente, altamente responsáveis, comprometidas e exigentes consigo mesmas.

O problema é que essas características, quando combinadas com certos esquemas cognitivos, se tornam um fator de risco.


Na TCC, observamos com frequência crenças como:

  • “Meu valor depende do meu desempenho”

  • “Descansar é perder tempo”

  • “Eu preciso dar conta de tudo sozinho”


Essas crenças sustentam padrões comportamentais como:

  • dificuldade em delegar

  • incapacidade de estabelecer limites

  • tendência ao perfeccionismo

  • negligência das próprias necessidades


Do ponto de vista fisiológico, o burnout está associado à ativação crônica do eixo do estresse (HPA), com impacto direto sobre energia, humor, sono e capacidade cognitiva.

Clinicamente, ele se manifesta em três dimensões:


Exaustão emocional: sensação persistente de esgotamento

Despersonalização: distanciamento afetivo, irritabilidade, cinismo

Redução da eficácia: sensação de incompetência e improdutividade.


Um dos pontos mais importantes no tratamento é ajudar o paciente a perceber que o problema não é apenas “externo” (trabalho), mas também interno (modo de funcionamento aprendido).


A intervenção envolve:

  • flexibilização de crenças de desempenho

  • treino de assertividade e limites

  • reorganização do padrão de reforço (incluir descanso e prazer como parte legítima da vida)

  • reconstrução da relação com produtividade


Sem isso, mesmo que o contexto mude, o padrão tende a se repetir.

 
 
 

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